Estamos no Setembro Verde, mês de conscientização do câncer de intestino (ou câncer colorretal). Estima-se que o Brasil registre em média 45 mil novos casos do tumor, com prevalência ligeiramente maior entre as mulheres. As mais recentes campanhas divulgadas no país apontam que tem aumentado o diagnóstico do tumor entre jovens. Daí a importância do rastreamento, diagnóstico e tratamento precoces, bem como a prevenção do tumor, de acordo com a equipe do Instituto Radion.
O câncer colorretal é o mais frequente no sexo feminino (após o de mama); e o terceiro entre os homens (após os cânceres de próstata e pulmão). A prevenção é possível, com hábitos de vida saudáveis. A inclusão de uma dieta rica em fibras e a manutenção de um peso adequado para a idade e estatura, além de consultas médicas periódicas, são essenciais, de acordo com os radio-oncologistas do Radion.
Tabagismo, alcoolismo, histórico familiar e o fato de a pessoa já ter contraído algum outro tipo de câncer devem ser levados em conta também. Doenças inflamatórias do intestino podem aumentar os riscos da doença também.
Os principais fatores relacionados ao maior risco de uma pessoa desenvolver o câncer de intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, obesidade e alimentação não saudável (pobre em frutas, vegetais e outros alimentos que não contenham fibras). Carnes processadas e a ingestão excessiva de carne vermelha também aumentam o risco para o tumor.
Os principais sinais e sintomas indicativos do câncer de intestino são: sangue nas fezes, alteração no hábito intestinal (diarreia e prisão de ventre alternados), dor ou desconforto abdominal, fraqueza e anemia, perda de peso sem causa aparente, alteração na forma das fezes, tumoração (massa) abdominal.
Como esses sintomas confundem-se com os de outras doenças é muito importante a avaliação pelo oncologista, de acordo com a equipe do Instituto Radion. A detecção precoce é de extrema importância ao tratamento. O diagnóstico se faz por meio de exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos.
O tratamento do câncer de intestino pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia, dependendo do estágio da doença, do tipo e da localização do tumor. A cirurgia é comum para remover o tumor e parte do intestino afetado, podendo ser combinada com tratamentos adjuvantes para eliminar células cancerígenas e reduzir a chance de o câncer voltar.
A radioterapia externa é mais comumente utilizada no tratamento do câncer de intestino delgado. A modalidade terapêutica consiste na irradiação do órgão alvo com doses fracionadas.