Março Azul Marinho – Mês de conscientização para a prevenção do câncer colorretal

O câncer colorretal é o segundo tumor com maior incidência no Brasil. Estima-se que até 2025 sejam registrados cerca de 45 mil novos casos ao ano, de acordo com o INCA.

O bom funcionamento do trato gastrointestinal é fundamental para uma boa qualidade de vida. Por isto, neste mês de março é lembrada a importância do cuidado e prevenção ao câncer colorretal.

De acordo com os radio-oncologistas do Instituto Radion, a doença é mais comum em pessoas com mais de 50 anos e com histórico familiar de câncer colorretal.

Fatores associados a um estilo de vida sedentário, sobrepeso, consumo de alimentos processados, tabagismo, etilismo, dieta pobre em fibras e constipação crônica listam os hábitos de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer.

A prática de atividade física regular e a adoção de medidas saudáveis de comportamento e dieta são as principais formas de prevenir este tipo de câncer, que pode se manifestar sob a forma de sangramento nas fezes, dor abdominal do tipo cólica ou dor ao evacuar, emagrecimento sem causa aparente, anemia crônica, constipação alternando com períodos de diarreia e mudança no padrão de funcionamento intestinal.

Muitos desses sintomas estão relacionados também a outros processos patológicos não relacionados ao câncer, por isso a importância da atenção médica continuada na presença de qualquer um desses achados e também na realização dos exames preventivos.

Toda detecção precoce é a melhor estratégia para o tratamento. E pode ser feita pela pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames endoscópicos, como a colonoscopia, recomendados para pacientes acima de 50 anos ou antes, se houver histórico familiar de câncer ou surgimento de sintomas.

Depois de diagnosticado, o câncer colorretal é uma doença tratável e frequentemente curável, e, portanto, precisa ser avaliado por uma equipe multidisciplinar que envolva o cirurgião, oncologista clínico e o radioterapeuta. Conforme a localização da lesão, a abordagem inicial será feita com cirurgia, retirando a região afetada e avaliando a necessidade posterior de tratamento complementar. Em outros casos, a abordagem inicial é feita com quimioterapia e radioterapia concomitantes ou radioterapia seguido de quimioterapia e com a avaliação da cirurgia após estes procedimentos.

A radioterapia tem sua indicação principal em tumores localizados no reto e no canal anal com a intenção de reduzir o tumor para a cirurgia ou com a intenção curativa, quando não se faz a cirurgia posteriormente, segundo a equipe do Instituto Radion. A radioterapia pode ter um número variável de sessões, variando de 5 a 30 dias de tratamento na maioria dos casos, conforme cada protocolo e a necessidade de cada paciente.

Para a realização desse tratamento, recomenda-se minimamente o tratamento conformacional, o que inclui o planejamento por tomografia computadorizada – 3D ou a radioterapia de intensidade modulada – IMRT, principalmente para tumores de canal anal. Ambas as modalidades estão presentes na rotina do Instituto Radion. Efeitos colaterais como diarreia são comuns durante o tratamento e costumam ser leves.