Julho Amarelo: mês de conscientização do câncer ósseo

Dados divulgados pela American Cancer Society mostram que, em crianças e adolescentes de até 20 anos, o osteossarcoma é o tipo de câncer mais recorrente, representando 56% dos casos.

Conhecer os sintomas de câncer nos ossos é, sem dúvidas, o primeiro passo para o diagnóstico precoce.

O câncer nos ossos acontece a partir da produção e crescimento de células anormais no tecido ósseo, gerando quadros de aumento da região acometida, com dor associada ou não, fraturas e lesões disseminadas para outros órgãos.

Existem vários tipos de câncer que podem afetar os ossos, sendo os principais:

  • Osteossarcoma: É o tipo mais comum de câncer ósseo primário e geralmente afeta os ossos longos, como o fêmur e a tíbia. O osteossarcoma ocorre mais frequentemente em crianças, adolescentes e adultos jovens.
  • Condrossarcoma: É um câncer que se desenvolve nas células da cartilagem. Pode ocorrer em qualquer parte do esqueleto, mas é mais comum nos ossos da pelve, coxa e ombro.
  • Sarcoma de Ewing: É um tipo raro de câncer que ocorre principalmente em ossos longos, como o fêmur e a tíbia, mas também pode afetar outros ossos. Afeta principalmente crianças e adolescentes.
  • Tumor de células gigantes: É um tumor ósseo benigno que pode ocorrer em qualquer osso, mas é mais comum nos ossos longos, como o fêmur e a tíbia. Embora seja benigno, pode causar sintomas e requer tratamento.

Sem causa definida, a comunidade médica afirma que é complexo determinar maneiras específicas de prevenir a doença. No entanto, levar uma vida saudável e atenta a sinais do corpo é fundamental. O diagnóstico precoce é a chave para o sucesso de qualquer tratamento.

Além desses tipos, outros cânceres podem se espalhar para os ossos a partir de outros órgãos, como o câncer de mama, próstata, pulmão e rim. Essas metástases ósseas são mais comuns do que os cânceres ósseos primários.

É importante ressaltar que apenas um médico pode fazer um diagnóstico preciso após avaliação clínica, exames de imagem e possivelmente uma biópsia. Se você suspeitar de qualquer problema ósseo ou tiver preocupações relacionadas ao câncer, é fundamental procurar orientação médica adequada.

Estatísticas e Prognósticos

Avanços nas diversas técnicas terapêuticas verificados nos últimos anos levaram a uma melhora significativa nos prognósticos. Pacientes com a doença localizada podem ter sobrevida entre 70 até 80%. Já entre os que apresentam o tumor na forma metastática, a sobrevida cai para 30%.  Estima-se que 20 a 25% da população evolua para metástase por conta do diagnóstico e tratamento tardios.

O tratamento do câncer nos ossos pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação de várias terapias para remover o tumor e destruir as células cancerígenas, caso seja possível.

A Radioterapia no tratamento do câncer de ossos

A radioterapia é um dos principais tratamentos utilizados no câncer de ossos, seja como terapia única ou combinada com outros métodos, como cirurgia e quimioterapia. Ela utiliza feixes de radiação ionizante para destruir as células cancerígenas e controlar o crescimento do tumor.

No caso do câncer de ossos, a radioterapia pode ser utilizada de diferentes maneiras, dependendo do estágio do câncer, da localização do tumor e das características individuais do paciente. Alguns dos objetivos da radioterapia no tratamento do câncer de ossos incluem:

  • Alívio dos sintomas: A radioterapia pode ser usada para aliviar a dor e outros sintomas causados pelo tumor ósseo, melhorando a qualidade de vida do paciente.
  • Tratamento adjuvante: Em alguns casos, a radioterapia é administrada após a cirurgia para eliminar células cancerígenas remanescentes e reduzir o risco de recorrência do câncer.
  • Tratamento neoadjuvante: Em certos casos, a radioterapia é aplicada antes da cirurgia com o objetivo de reduzir o tamanho do tumor e facilitar sua remoção durante a intervenção cirúrgica.
  • Controle local: A radioterapia pode ser usada como tratamento principal em casos em que o câncer de ossos é considerado inoperável ou quando a cirurgia não é recomendada. Durante a radioterapia, o paciente é posicionado de forma precisa na mesa de tratamento, e a radiação é direcionada para o local específico do tumor. A quantidade de tratamentos e a dose de radiação são determinadas pelo médico radioterapeuta com base na localização do câncer, tamanho do tumor e outros fatores individuais.

Cada caso de câncer é único e o tratamento adequado deve ser discutido com uma equipe médica especializada, incluindo oncologistas, radioterapeutas e cirurgiões ortopédicos. Eles irão avaliar cuidadosamente o estágio do câncer e as características individuais do paciente para determinar a melhor abordagem terapêutica, que pode incluir a radioterapia como parte importante do plano de tratamento.